Example Example Example Example Example Example Example O presidente Ikeda observa: "É absolutamente impossível que alguém com uma conduta séria e sincera na fé não consiga ser feliz e prosperar ou que seu ambiente não consiga ser revitalizado. Este é o princípio universal do budismo. O coração é o que transforma tudo. Esta é a natureza prodigiosa da vida. É uma verdade irrefutável". Nam-myoho-rengue-kyo Nam-myoho-rengue-kyo Nam-myoho-rengue-kyo....


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29 de outubro de 2009

Exílio em Izu

"Exílio em Izu" foi escrito quando Nitiren Daishonin enfrentava seu primeiro exílio. Ao contrário de abater-se, Daishonin considerou o fato um motivo de imensa alegria por poder, com isso, comprovar a predição do sutra de que o verdadeiro devoto do Sutra de Lótus enfrentaria perseguições por expor a Lei.

Esse escrito, repleto de gratidão, nos ensina a importância de cultivar esse nobre sentimento e de buscar enxergar a essência das pessoas para não fazer julgamentos superficiais.

Eu achava que deveria ter gratidão por alguém que tivesse feito alguma coisa para mim. Ficaria devendo a ela um favor. No momento certo, quando precisasse de mim, iria atendê-la. Isso era tudo.

Olhando por este ângulo, existem dois tipos de pessoas: ingratas e gratas. A ingrata, quando recebe um favor, considera que quem a ajudou, "não fez mais do que sua obrigação" ou até fica procurando um jeito de não ficar "devendo favor". A pessoa grata valoriza cada detalhe e até mesmo encontra uma forma de retribuir. O budismo vai mais além. Mostra que a gratidão nos ensina a elevar nosso estado de vida.

Vários escritos de Nitiren Daishonin tratam especialmente da gratidão e das ações que são resultado dela. Em "Retribuição aos Débitos de Gratidão", Daishonin ensina que saldar os débitos de gratidão é fundamental no comportamento humano e que a gratidão ao mestre é muito importante.

Como poderemos então ser verdadeiramente gratos ao presidente Ikeda, que trouxe para nossa vida essa maravilhosa filsofia budista e nos envia incentivos constantes para conquistarmos a felicidade? A resposta é: não deixando que o seu esforço tenha sido em vão. Precisamos nos empenhar para sermos muito, muito felizes, e dizer a ele: "Sensei, não se preocupe. Onde o senhor não puder ir, eu irei e propagarei o budismo." Quando fazemos Chakubuku, damos continuidade à atuação do nosso mestre, porque conseguimos vencer nossas próprias circunstâncias para ensinar o caminho da felicidade a outras pessoas.

Portanto, propagar o budismo é ter gratidão e fonte de grande boa sorte. Se comprovarmos a força do budismo na nossa vida de acordo com os ideais do mestre, estaremos vivendo algo bem mais sublime que "pagar um favor", não é mesmo? Por exemplo, se fazemos sacrifícios para colocar nosso filho numa boa escola, como ele poderá expressar sua gratidão? Dedicando-se aos estudos, usando o que aprendeu para ser bem-sucedido e fazer o bem para as pessoas, fazendo valer o nosso esforço.

É bem diferente do sentido de "dever um favor", não é mesmo? Por isso é que nossos veteranos sempre orientam que a melhor maneira de expressar nossa gratidão ao mestre é comprovando o budismo na nossa vida e concretizando Chakubuku.

Então, vamos conquistar nossa felicidade, conforme consta em uma das "Cinco Diretrizes da Prática da Fé": prática da fé para conquistar a felicidade, e ensinar o budismo a outras pessoas, como verdadeiros discípulos que enchem o coração do mestre de alegria e satisfação.

24 de outubro de 2009

cont 1 - O SUTRA DE LOTUS

O termo sânscrito do título, saddharma, é traduzido freqüentemente como “boa lei”,
mas essa tradução não expressa totalmente seu significado. O termo sat, ou sad,
provém da raiz sânscrita que significa “existir” e significa algo como “verdadeiro”, “real”, “genuíno” ou “autêntico”. O termo dharma pode ser traduzido como “doutrina” ou “ensino”, mas também pode ser interpretado como “verdade” ou até mesmo como “essência real dos fenômenos”. Juntando-se os dois termos, saddharma, o resultado seria algo como “verdade absoluta”.

Pundarika significa “lótus branco”. Dessa forma, o título desse sutra seria “Lótus
Branco da Verdade Absoluta”. Esse título remete à idéia de que, embora o lótus cresça no pântano, as pétalas de suas flores são puras e imaculadas. Essa flor é um símbolo de pureza em meio à impureza, ou da iluminação em meio às questões seculares.

Já “sutra” é um termo que designa antigos tratados da Índia. A tradução de Kumarajiva divide o Sutra de Lótus em 28 capítulos, os quais consistem de uma combinação de um texto em prosa e um texto em versos. Os versos eram utilizados antigamente para facilitar a memorização dos ensinos pelos seus seguidores. É provável que a parte em prosa tenha sido acrescida posteriormente para tornar o texto uma narrativa contínua, originando sua forma final.

O erudito chinês Tient’ai (537–597), um dos grandes estudiosos do budismo, fundador da escola Tendai e organizador do cânone budista, foi um dos maiores propagadores do Sutra de Lótus na China.

Em 804, o monge Saityo, também conhecido como Grande Mestre Dengyo, levou o
budismo da escola Tendai para o Japão. Dengyo acreditava que todas as pessoas
possuíam a natureza de Buda e que o Sutra de Lótus era o verdadeiro ensino que
expunha a iluminação.
Mas foi Nitiren Daishonin (1222–1282), fundador do Budismo Nitiren, quem revelou a
verdade intrínseca ao Sutra de Lótus, especificamente em seus capítulos “Meios”
(Hoben) e “Revelação da Vida Eterna do Buda” (Juryo) e manifestou-a pela invocação
de seu título em japonês, estabelecendo assim a prática da recitação do Nam-myohorengue-kyo.

Daishonin, que constantemente utilizava passagens do Sutra de Lótus ao expor seus
ensinos aos seguidores e para escrever suas cartas, conhecidas como Gosho, baseavase nos comentários sobre o Sutra de Lótus feitos por Tient’ai. Em várias de suas passagens, ele cita frases e parábolas do Sutra de Lótus, muitas vezes num linguajar simplificado tornando, assim, mais acessível à compreensão dos ensinos contidos nesse sutra.

Fontes: • Terceira Civilização, edição no 407, julho de 2002, pág. 3. • Fundamentos do Budismo, págs. 120 e 121.

23 de julho de 2007

Que Tremule Intrepidamente, o Estandarte dos Jovens!


Que Tremule Intrepidamente, o Estandarte dos Jovens!

Que soprem furiosos, os ventos!
Que se elevem bravias, as ondas!

Eu sou a juventude,
O estandarte escarlate que tremula na tormenta.
Nada me intimida,
nada me derruba.

Onde estou
é de onde me lanço.
Hoje, este momento,
É sempre o começo
de novos desafios.
Quando penso no meu futuro
coragem e força ilimitadas
surgem em meu coração.

Ventos! Ondas!
Sou jovem e intrépido.
Lutarei com bravura
contra seus ataques violentos.

Amigo, segue pelo mar.
Eu seguirei por terra.

Eu me levantarei
com firmeza,
para defender o caminho
que escolhi na vida.
Eu embarcarei,
convicto,
para empreender a sublime missão.

Eu sou a juventude
que voa em meio à tormenta
sobre as asas gloriosas da liberdade.
Com elas, vôo mais alto
que os velhos líderes das nações.
Com elas, vejo o essencial
com mais sagacidade
que os políticos.

Esse é o direito da juventude,
Nada a destrói.
Nós abraçamos a estrela de nosso eterno
destino
e brilhamos.
Assim é a nossa juventude
que atua no palco global.

Não seria a juventude, então,
o tesouro da Humanidade?
Não seriam os jovens,
os verdejantes campos da paz?
Quando nos unimos num propósito comum,
ressoa um trovão ensurdecedor,
condenando os abusos do poder arrogante.

Seus olhos brilhantes,
Suas formas galantes, entusiásticas,
sobejam a vida,
de energia inesgotável
com a qual avançam sem limites -
tudo se manifesta da sublime esperança.

Esse jovem
não se intimida
diante dos sofrimentos ou obstáculos
nem recua ante a dor.
Não,
incentivam-se uns aos outros,
alegres,
para erigir em sua própria vida
o Arco do Triunfo colossal.
Ali tremula intrépida
O estandarte escarlate da vitória.

Avançarei, sem falhar!
Pois essa será
A comprovação que deixarei nesta existência,
de uma juventude insuperável!

-Com que propósito? -
em busca de uma resposta,
lutarei sem cessar.
Nas noites em que as tormentas assolarem
ou ondas baterem com fúria selvagem,
continuarei avançando, indomável,
ansiando pelo sol da manhã
que nascerá majestosamente,
uma vez mais,
no Leste.

Jovens!
Queridos amigos!
Com discernimento e astúcia,
Agucem as vistas!
Clamem!
Avancem!
E lembrem-se
que além do distante horizonte,
inumeráveis sucessores os seguirão,
buscando a luz eterna do Sol.

Meus jovens amigos,
preparem-se para montar em seus corcéis
brancos!
Marchem galantemente
na vanguarda do povo.
Devotem-se à missão
que o Buda decretou.
Marchem bravamente!

Atravessem montanhas e vales,
avancem e
superem os obstáculos
com alegria e júbilo
junto com seus amigos
pelo vasto mundo.

Atravessem a triste escuridão,
pois cada gota de seu precioso suor e esforço
os conduzirá ao palco dourado da nova era,
com a qual todos sonhamos.

Jovens!
Ergam a fronte!
Aprumem o porte!
Meus amigos,
liderem todas as lutas
e façam sua presença conhecida.

Os jovens jamais são derrotados,
por nada ou ninguém,
pois vitória significa
jamais desistir.

Os jovens não conhecem o desalento.
Por jamais se deixarem abater
mesmo pela mais dura adversidade,
um palco brilhante os aguardará.

Observem-me!
Quando eu despertar,
quando eu mostrar meu verdadeiro potencial,
uma nova era nascerá,
com o raiar de uma grande revolução.

Eu sou os olhos que refletem o futuro.
Eu sou o raio da eloqüência intrépida
que separa a mentira da verdade.
Eu sou a espada afiada da justiça
que corta o mal,
que luta eternamente
para despertar a sociedade.
Assim é a juventude.

Portanto,
que a luz brilhe nos olhos dos jovens,
que a força habite o coração dos jovens.

Os séculos de massacre e sangue
estão para findar-se.
Dolorosas feridas deixam!
Amargo é o legado da dor e do temor!
A Humanidade, estremecida,
nas sombras das armas demoníacas,
sob negras nuvens
que obscurecem o horizonte -
este é o mundo lúgubre e opressivo do fim do
século!

Os acordes do velho século,
repletos do som da destruição,
das armas e das bombas.
Gritos comoventes de mães e filhos
que buscam desesperados por abrigo.

-Ó, amigos,
não mais esses sons! -,
implorou Beethoven.

A poderosa canção da juventude
revitalizará a história,
há muito
uma história de sofrimento.
Quando, por fim, chegar a nora era,
serão vocês, jovens,
que irão reger a sinfonia colossal.

Meus amigos,
cantem, dancem e alegrem-se juntos!

Ergue-se a cortina
revelando a mais digna e grandiosa música -
Inicia-se a performance
da imponente orquestra sinfônica
dos jovens heróicos.

Soem os sinos da partida!
Icem as velas!
Levantem a âncora!
É hora do zarpar dos jovens
em sua grande e interminável jornada
envolta pela brilhante luz das estrelas.

Companheiros das três existências!
Estão preparados para a vitória?
Jamais negligenciem o mínimo detalhe,
mas quando deixarem o porto
não olhem para trás.

Aprontem-se já!
Encontrem a rota sobre as águas
como majestosas orcas.
pensem nas gigantescas ondas
Como o suave embalar de um berço.
Lembrem-se que a bravura e o destemor
são vitais para a vitória e por sucesso.

Cada um de vocês,
jovens companheiros,
trabalhe para que todos,
amigo e inimigo,
alcancem a praia da paz felicidade,
sem falha,
sem exceção.

Às vezes
sejam como a proa do navio
sempre a primeira a enfrentar
ondas.
Outras vezes,
o motor retumbante
ou as turbinas propulsoras.
E outras vezes,
Trabalhem dia e noite
na casa das máquinas
cobertos de óleos e graxa.

Cada um de vocês,
meus amigos,
atravesse os mares turbulentos
com energia e entusiasmo
numa jornada de auto-aprimoramento.
Marque o curso
para um mundo inexplorado
coberto pela espessa mata
e alcance
corajosamente
terra firme.

A vida é luta.
A vida é uma batalha sem fim
da qual ninguém escapa,
ninguém evita.

Eu sou o guerreiro destemido,
de espírito de levantar-se só.
Meu coração,
nunca foge dos campos de batalha,
desse campo onde o descanso não existe.

Eu estou no palco
onde se trava a luta violenta
entre forças opostas
da esperança e do desespero,
da coragem e da covardia,
do desafio e da inércia.

Mesmo que tenha de comer terra,
mesmo que tenha de me segurar pelas unhas
à beira do precipício,
eu avançarei,
que seja um milímetro,
resoluto,
através das adversidades.

Meus amigos,
lutem
com espírito nobre e heróico.
Lembrem-se da advertência de Daishonin:
-Os discípulos de Nitiren nada conseguirão
se se renderem à covardia! -
Recordem Nisso, seu sucessor:
-Até que o Kossen-rufu seja alcançado,
propaguem a Lei
com o máximo de sua habilidade
sem poupar a vida. -

Vocês, meus amigos,
que conhecem essa filosofia verdadeiramente
profunda,
não sejam enganados pelos hipócritas,
não sejam feitos de tolos
por ilusões tentadoras -
Desembainhem a espada espiritual da justiça
e lutem até que o último tirano caia.

Que soprem os ventos da coragem!
Que ressoem vigorosamente
os sinos de cada dia!
E que o rugido formidável
Dos companheiros unidos e fortes
Ecoe de forma ensurdecedora!

Não temam o latido dos lobos,
façam ouvir o rugido dos leões!

Vivemos num mundo
onde prevalecem as cinco impurezas.
Continuem avançando,
Abrindo as comportas da indignação
para com aqueles
que destroem a justiça;
façam-nos saber
como será amargo
o arrependimento.

Vamos vencer
e juntos
derramar lágrimas de alegria.
Não se curvem
às fraudes e aos opressores.

Jovens!
Ao longo da luta,
derrotemos cada inimigo do Buda,
infalivelmente,
e nos tornemos o sol
de luz brilhante
que delibera as pessoas do medo.

Em A Cidade Eterna,
célebre romance de Hall Caine,
Rossi e Bruno,
os dois jovens amigos
unidos pela confiança mútua,
firmes e destemidos em sua causa
mesmo sob a ameaça da morte,
lutam até os limites do ser
e constróem uma - cidade eterna - do coração.

Meus jovens amigos,
unidos em propósito
e partilhando igual responsabilidade,
superem mesmo esses heróis,
criem sua própria cidade eterna,
que permaneça pelas três existências
do passado, presente e futuro -
isto é o Kossen-rufu.

Até que seja concretizado,
avancem
firmemente unidos.

Incontáveis jovens,
inúmeros e nobres companheiros,
partilham essa filosofia de paz,
não apenas no Japão.
Também nas Américas do Norte,
Central e do Sul,
na Europa e na África,
na Ásia e na Oceania,
em todos os cantos do mundo.

Juntem as mãos
com os jovens de todo o globo.
Criemos uma rede ilimitada.
Trabalhando em conjunto,
construamos uma cidade eterna -
um reino
de brilho indestrutível,
que resplandeça,
no século XXI.

3 de julho
Em comemoração ao dia em que meu mestre foi libertado da
prisão e ao dia em que fui preso.



Daisaku Ikeda
Poeta Laureado

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