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24 de outubro de 2009

cont 1 - O SUTRA DE LOTUS

O termo sânscrito do título, saddharma, é traduzido freqüentemente como “boa lei”,
mas essa tradução não expressa totalmente seu significado. O termo sat, ou sad,
provém da raiz sânscrita que significa “existir” e significa algo como “verdadeiro”, “real”, “genuíno” ou “autêntico”. O termo dharma pode ser traduzido como “doutrina” ou “ensino”, mas também pode ser interpretado como “verdade” ou até mesmo como “essência real dos fenômenos”. Juntando-se os dois termos, saddharma, o resultado seria algo como “verdade absoluta”.

Pundarika significa “lótus branco”. Dessa forma, o título desse sutra seria “Lótus
Branco da Verdade Absoluta”. Esse título remete à idéia de que, embora o lótus cresça no pântano, as pétalas de suas flores são puras e imaculadas. Essa flor é um símbolo de pureza em meio à impureza, ou da iluminação em meio às questões seculares.

Já “sutra” é um termo que designa antigos tratados da Índia. A tradução de Kumarajiva divide o Sutra de Lótus em 28 capítulos, os quais consistem de uma combinação de um texto em prosa e um texto em versos. Os versos eram utilizados antigamente para facilitar a memorização dos ensinos pelos seus seguidores. É provável que a parte em prosa tenha sido acrescida posteriormente para tornar o texto uma narrativa contínua, originando sua forma final.

O erudito chinês Tient’ai (537–597), um dos grandes estudiosos do budismo, fundador da escola Tendai e organizador do cânone budista, foi um dos maiores propagadores do Sutra de Lótus na China.

Em 804, o monge Saityo, também conhecido como Grande Mestre Dengyo, levou o
budismo da escola Tendai para o Japão. Dengyo acreditava que todas as pessoas
possuíam a natureza de Buda e que o Sutra de Lótus era o verdadeiro ensino que
expunha a iluminação.
Mas foi Nitiren Daishonin (1222–1282), fundador do Budismo Nitiren, quem revelou a
verdade intrínseca ao Sutra de Lótus, especificamente em seus capítulos “Meios”
(Hoben) e “Revelação da Vida Eterna do Buda” (Juryo) e manifestou-a pela invocação
de seu título em japonês, estabelecendo assim a prática da recitação do Nam-myohorengue-kyo.

Daishonin, que constantemente utilizava passagens do Sutra de Lótus ao expor seus
ensinos aos seguidores e para escrever suas cartas, conhecidas como Gosho, baseavase nos comentários sobre o Sutra de Lótus feitos por Tient’ai. Em várias de suas passagens, ele cita frases e parábolas do Sutra de Lótus, muitas vezes num linguajar simplificado tornando, assim, mais acessível à compreensão dos ensinos contidos nesse sutra.

Fontes: • Terceira Civilização, edição no 407, julho de 2002, pág. 3. • Fundamentos do Budismo, págs. 120 e 121.

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