BUDISMO DE NITIREN DAISHONIN, FILOSOFIA HUMANÍSTICA E TEMAS AFINS.
O presidente Ikeda observa: "É absolutamente impossível que alguém com uma conduta séria e sincera na fé não consiga ser feliz e prosperar ou que seu ambiente não consiga ser revitalizado. Este é o princípio universal do budismo. O coração é o que transforma tudo. Esta é a natureza prodigiosa da vida. É uma verdade irrefutável". Nam-myoho-rengue-kyo Nam-myoho-rengue-kyo Nam-myoho-rengue-kyo....
26 de outubro de 2009
Cont 6 - Hoben — segundo capítulo
No segundo capítulo do Sutra de Lótus (Hoben ou Meios), Sakyamuni levanta-se
serenamente de sua meditação e começa a expor espontaneamente o Sutra de Lótus.
Essa forma de pregar, em que o Buda expõe a Lei por iniciativa própria sem nenhuma
indagação, é chamada de “pregação espontânea”. Ao contrário dos sutras anteriores
que foram pregados de acordo com a capacidade das pessoas, o Sutra de Lótus é
exposto “de acordo com o próprio desejo do Buda”. Nesse sutra, Sakyamuni revela a
verdade diretamente, de acordo com a própria iluminação.
O mesmo ocorreu com o Buda Nitiren Daishonin, que expôs o ensino do Nam-myohorengue-
kyo sem que ninguém tivesse pedido a ele. Em temos de prática budista, essa
atitude indica o espírito espontâneo de enaltecer a Lei Mística com profundo
reconhecimento de sua grandiosidade, sem levar em conta o que os outros disserem.
A prática do Gongyo é uma manifestação desse espírito.
Sakyamuni inicia dizendo: “A sabedoria dos budas é infinitamente profunda e
imensurável. O portal dessa sabedoria é difícil de compreender e de transpor. Nenhum
dos homens de erudição ou de absorção é capaz de compreendê-la”.
A sabedoria do Buda é “profunda e imensurável” porque ela atinge a verdade
fundamental da vida. Sakyamuni não está louvando a sabedoria dos budas para
afirmar que somente o Buda é grandioso, mas, sim, que todos podem fazer com que a
sabedoria do Buda brilhe na própria vida e sejam felizes.
Nitiren Daishonin afirma que a “sabedoria significa Nam-myoho-rengue-kyo” (Gosho
Zenshu, pág. 725.) Sendo assim, o Nam-myoho-rengue-kyo contém a sabedoria
infinitamente profunda e imensurável dos budas em sua totalidade. E o portal para
chegar à sabedoria do Nam-myoho-rengue-kyo é a fé.
Em seguida, Sakyamuni diz: “Qual é a razão disso? Um buda é aquele que serviu a
centenas, a milhares, a dezenas de milhares, a incontáveis budas e executou um
número incalculável de práticas religiosas. Ele se empenha corajosa e
ininterruptamente e seu nome é universalmente conhecido. Um buda é aquele que
compreendeu a Lei insondável e nunca antes revelada, pregando-a de acordo com a
capacidade das pessoas, ainda que seja difícil compreender sua intenção.
“Sharihotsu, desde que atingi a iluminação exponho meus ensinos utilizando várias
histórias sobre relações causais, parábolas e inúmeros meios para conduzir e fazer com que renunciem aos seus apegos a desejos mundanos.
24 de outubro de 2009
O SUTRA DE LOTUS
BRASIL SEIKYO, EDIÇÃO Nº 1924, PÁG. A8, 19 DE JANEIRO DE 2008.
Sutra de Lótus (Saddharma-pundarika sutra em sânscrito) foi pregado pelo Buda
Sakyamuni nos últimos oito anos de vida dele. Após a morte de Sakyamuni, seus
discípulos reuniram-se para compilar seus ensinos, exposto no período de 45 a 50 anos,de maneira que pudessem ser transmitidos às gerações futuras.
Segundo a tradição budista, o Primeiro Conselho da Ordem Budista foi realizado na
Gruta das Sete Folhas, perto de Rajagriha, capital do Estado de Magadha, na Índia
Oriental, três meses após a morte do Buda. Dela participaram 500 monges presididos
por Mahakashyapa que perguntou a Ananda sobre as doutrinas e a Upali sobre as
regras das disciplinas. Ananda foi escolhido porque havia acompanhado o Buda por um longo período e, como seu auxiliar pessoal, havia captado seus ensinos mais do que qualquer outro discípulo; Upali, por ser considerado o “mais notável” a respeito das disciplinas e por dominar a fundo as regras e os regulamentos.
Quando interrogado por Mahakashyapa sobre o local e o que Sakyamuni havia pregado, Ananda costumava dizer “Assim eu ouvi. O Buda estava certa vez em...”, razão pela qual tradicionalmente todos os sutras iniciam com a frase “Assim eu ouvi”.
Os membros que participaram dessa assembléia confirmaram a retidão das recitações
de Ananda e Upali referentes às palavras do Buda e em seguida todos recitaram de
novo e em uníssono estabelecendo dessa forma a versão definitiva. Entretanto, essa
versão não foi escrita, pois naquela época os ensinos religiosos eram apenas
memorizados e transmitidos oralmente.
Após a primeira assembléia, obedecendo a vontade de Sakyamuni, a Ordem acatou as
doutrinas e os regulamentos compilados nessa ocasião, tomando-os como seu mestre
e neles basearam suas atividades.
Durante um século após a assembléia, as regras disciplinares que os monges deveriam seguir foram compiladas e preservadas em textos conhecidos como vinaya, enquanto as doutrinas e os ensinamentos foram compilados em diversos textos, conhecidos como sutras.
O Segundo Conselho foi realizado cem anos depois; e duzentos anos depois, o rei
Asoka promoveu o Terceiro Conselho da Ordem Budista. Quatrocentos anos após a
morte do Buda, o Quarto Conselho foi realizado com o apoio do rei Kanishka.
Com o passar do tempo, o sutra foi traduzido e levado da Índia à China. Deste país, foi transmitido para o Japão, particularmente na sua oitava tradução, realizada por Kumarajiva e intitulada Miao-fa lien-hua ching ou Myoho-rengue-kyo.
CONT...
2 de setembro de 2008
Pessoa de Coragem desfruta a vida!


A Sheilinha e a Irê estão sempre nos brindando com suas artes! Vamos entao ser corajosos e nos mover em direção a vitória, não nascemos para sofrer e sim para desfrutar a vida! bjus...
15 de julho de 2007
FUNDAMENTOS DO BUDISMO DE NITIREN DAISHONIN - PARTE 6

FUNDAMENTOS DO BUDISMO DE NITIREN DAISHONIN - PARTE 6
O SUTRA DE LÓTUS E O BUDA SAKYAMUNI
Essa série é baseada no livro Kyogaku no Kiso (Fundamentos do Budismo) publicada pelo Departamento de Estudo da Soka Gakkai.
Nessa sessão, introduziremos o Sutra de Lótus, que é a quintessência do Budismo de Sakyamuni e alguns de seus pontos principais. Em sessões subseqüentes apresentaremos um resumo dos conteúdos do Sutra de Lótus e uma visão geral da sua história e transmissão dos ensinos do Buda Sakyamuni para Nitiren Daishonin.
As Notáveis Características do Sutra de Lótus –
O Objetivo do Advento do Buda Sakyamuni
O Buda Sakyamuni cumpriu o propósito de sua vida expondo o Sutra de Lótus. O Sutra de Lótus nos ensina que o objetivo do advento do Buda neste mundo é o de possibilitar que todas as pessoas, bem como todos os seres vivos alcançem o estado de Buda, que é o estado de iluminação suprema. O capítulo “Meios” do Sutra de Lótus explica “a razão principal” pela qual os Budas aparecem neste mundo afirmando que: “os Budas, honrados no mundo, desejam abrir a porta da sabedoria de Buda para todos os seres humanos, permitindo que eles atinjam a pureza. Este é o motivo pelo qual eles aparecem neste mundo” (p. 21).
No mesmo capítulo, Sakyamuni declara que ensinando o Sutra de Lótus, ele cumpriu o juramento feito no passado longínquo. Ele diz: “Shariputra, você deveria saber que desde o começo, eu fiz um juramento, desejando fazer com que todas as pessoas se sintam iguais a mim, sem nenhuma distinção entre nós, e o que vim almejando por tanto tempo agora foi cumprido” (p. 36).
Essas passagens nos mostram que o Buda expôs o Sutra de Lótus a fim de cumprir seu objetivo fundamental que foi o de possibilitar que todas as pessoas atinjam o estado de Buda.
O REI DOS SUTRAS
O Buda Sakyamuni expôs muitos ensinos que foram preservados em forma de um grande número de sutras budistas. Entre eles, o Sutra de Lótus vem sido chamado de “O Rei Sutra” ou “O Rei dos Sutras”, porque contém os maiores e mais profundos ensinamentos do Buda.
Podemos afirmar isto pelas seguintes razões: enquanto os outros sutras revelam importantes aspectos dos ensinamentos do Buda, o Sutra de Lótus, em contraste, esclarece a verdadeira intenção do Buda, o objetivo fundamental pelo o qual ele revelou todo seu ensinamento. E, enquanto a verdadeira intenção é, certamente, esclarecer o significado da iluminação budista para todas as pessoas, o Sutra de Lótus esclarece o potencial universal da vida de atingir o estado de Buda, permitindo que as pessoas aprofundem sua fé no estado de Buda existente dentro de si mesmos.
O relacionamento entre o Sutra de Lótus e outros sutras pode ser comparado ao relacionamento entre uma grande rede de pescar e cada malha da rede. Em outras palavras, os vários sutras são comparados às várias malhas da rede e o Sutra de Lótus à própria rede. O Sutra de Lótus expressa a verdade universal ou o princípio que conecta todos os ensinos do Buda e permite que os outros sutras cumpram o seu propósito.
Um outro exemplo, freqüentemente citado para descrever este relacionamento existente entre o Sutra de Lótus e outros sutras, é o exemplo do andaime, que é construído para propiciar a construção de um prédio. Em outras palavras, os diferentes sutras foram expostos para preparar os corações e as mentes das pessoas para receberem o Sutra de Lótus, e por isso são comparados ao andaime, enquanto que o Sutra de Lótus é comparado ao prédio. O objetivo de todos os ensinos do Buda é o de permitir que todas as pessoas atinjam o estado de Buda através do Sutra de Lótus.
O SUTRA EXPOSTO PARA O PERÍODO APÓS A MORTE DO BUDA
O Sutra de Lótus é a escritura budista exposta para todas as pessoas que viveriam após a morte do Buda. Para tornar possível que todas as pessoas atingissem a iluminação não seria suficiente que o Buda buscasse somente a salvação de seus contemporâneos. O Buda revelou a Lei ou o ensino para atingir o estado de Buda em prol de todos aqueles que viveriam depois de seu falecimento, encarregando a todas as pessoas das eras futuras a propagá-lo e transmiti- lo às próximas gerações.
O Sutra de Lótus, sem dúvida, focaliza os seus ensinos em permitir que as pessoas no futuro, depois da morte do Buda, possam atingir a iluminação e com tal finalidade este sutra ensina a Lei, a missão e a prática que tornam isso possível. Muitos conceitos e princípios revelados no Sutra de Lótus são endereçados especificamente às futuras gerações. Estes incluem: o Buda de um único veículo, ou o princípio de que a iluminação do Buda é o veículo para que todas as pessoas possam atingir o estado de Buda; a clarificação da verdadeira natureza da vida do Buda e o potencial eterno da vida no estado de Buda, bem como seu poder de salvar as pessoas; a cerimônia central do Sutra de Lótus, a Cerimônia no Ar (3) , onde a propagação dos ensinos do sutra, depois da passagem do Buda, são confiados aos Bodhisatvas da Terra; os seis atos difíceis e nove atos fáceis (4), descritos no décimo-primeiro capítulo “Surgimento da Torre do Tesouro”, e os três poderosos inimigos (5) descritos no décimo-terceiro capítulo “Devoção Encorajadora”, que expressam o valor e as dificuldades em se propagar o Sutra de Lótus depois do falecimento do Buda Sakyamuni, encorajando a prática budista com o objetivo de realizar a propagação generalizada da Lei ou Kossen-rufu. Todos esses princípios revelados no Sutra de Lótus transcendem os ensinamentos e regras disciplinares previamente ensinados pelo Buda, que os endereçou aos seus discípulos imediatos e não aos das eras futuras.
PONTOS CHAVES DO SUTRA DE LÓTUS
Se consideramos o Sutra de Lótus como sendo uma escritura exposta com o objetivo de permitir que todas as pessoas atinjam o estado de Buda, poderemos organizar seus ensinamentos sob as seguintes categorias:
O PRINCÍPIO DE ATINGIR O ESTADO DE BUDA
Primeiro, o Sutra de Lótus revela o princípio de que todos os seres humanos possuem o potencial de atingir o estado de Buda. Este é o mesmo princípio de que o estado de Buda é inerente e inato em todas as formas de vida. Em outras palavras, todas as pessoas possuem a natureza de Buda, ou seja, o potencial interior de atingir o estado de Buda. Por exemplo, a passagem acima do capitulo “Meios” afirma: “Os Budas…desejam abrir as portas da sabedoria de Buda para todos os seres humanos.”
Isso significa que as vidas de todos os seres vivos original e fundamentalmente possuem a sabedoria do Buda. Outros sutras além do Sutra de Lótus excluem certos tipos de pessoas da possibilidade de atingirem o estado de Buda. Muitos afirmam, por exemplo, que as pessoas dos dois veículos (os mais educados entre os discípulos do Buda) jamais atingiriam o estado de Buda. Outros sutras afirmam que nem as mulheres ou homens ruins são capazes de se tornarem Budas. Sendo assim, tais sutras efetivamente negam o princípio de que todas os seres humanos podem atingir o estado de Buda. O Grande Mestre Tient’ai (2) da China explicou e desenvolveu o conceito exposto no Sutra de Lótus de que todas as pessoas podem atingir a iluminação através de princípios tais como a possessão mútua dos dez estados da vida e três mil mundos num único momento da vida (1). Esses conceitos se propagaram pela China e depois para o Japão. Mais tarde, Nitiren Daishonin abriu o caminho para que todas as pessoas pudessem descobrir e atingir o estado de Buda em meio a realidade de suas próprias vidas.
UM GENUÍNO BUDA CUMPRE O GRANDE JURAMENTO DE SALVAR TODAS AS PESSOAS.
Segundo, o Sutra de Lótus explica o que realmente significa ser um Buda ao descrever as qualidades e comportamentos genuínos de um Buda. O décimo-sexto capítulo “Revelação da Vida Eterna do Buda” contém um importante ensino referente à natureza da iluminação do Buda. Em breves palavras, nesse capítulo, Sakyamuni revelou a sua verdadeira identidade como o Buda iluminado desde os mais remotos tempos, isto é, há incontáveis kalpas. Até este pronunciamento, em outros sutras e nos primeiros quinze capítulos do Sutra de Lótus, Sakyamuni é descrito como tendo atingido a iluminação pela primeira vez nesta existência, depois de meditar debaixo da árvore Bodhi, na Índia. No capítulo “Revelação da Vida Eterna do Buda”, sua identidade, quando e como tornou-se um Buda é mostrado como sendo provisório. Na realidade, ele diz que atingiu o estado do Buda, há incontáveis existências passadas, num incompreensível passado distante. Desde este longínquo tempo, Sakyamuni explica, que ele tem constantemente vivido nesse mundo saha (significando o mundo real em que as pessoas devem suportar os sofrimentos), esforçando-se para salvar os seres vivos e conduzí-los à iluminação.
Isso expressa o princípio de que o verdadeiro ou genuíno Buda é aquele que cumpre o juramento de salvar todos os seres vivos, ou seja, conduzir as pessoas à iluminação em meio às rigorosidades deste mundo.
Na conclusão do capítulo “Revelação da Vida Eterna do Buda”, Sakyamuni expressa seu desejo de que todos os seres humanos atinjam o estado de Buda: “Medito constantemente: como posso conduzir as pessoas ao caminho supremo e fazer com que elas adquiram rapidamente o corpo de um Buda ? (p. 232)
Outros sutras ensinam a respeito de Budas e sábios que atingiram um estágio especial de desenvolvimento completamente afastados das realidades desse mundo. Eles são freqüentemente descritos como habitantes de lugares idílicos, supremas “terras puras” que são extremamente distante do mundo dos seres humanos comuns. Do ponto de vista do Sutra de Lótus, porém, tais Budas divinos, sábios e terra pura não são nem reais ou genuínas.
O Buda descrito no Sutra de Lótus é aquele que se esforça para conduzir todas as pessoas do sofrimento à felicidade, permitindo a todos aqueles que estão lutando em meio às duras realidades deste mundo, a abrir dentro deles o mesmo estado do próprio Buda. É dentro desse modo de vida que o estado de Buda, que é despertado para a verdade eterna, se revela dinamicamente sendo que o Sutra de Lótus revela esta sólida e inabalável condição de felicidade absoluta.
BODHISATTVAS QUE HERDAM E TRANSMITEM O GRANDE DESEJO DO BUDA E JURAM CONDUZIR TODAS AS PESSOAS À ILUMINAÇÃO.
Terceiro, o Sutra de Lótus clarifica a missão fundamental dos Bodhisattvas que acreditam no sutra depois do falecimento do Buda Sakyamuni. A palavra Bodhisattva, em sânscrito, significa os seres vivos (sattva) que buscam a iluminação (bodhi). O Sutra de Lótus revela, porém, que a missão verdadeira dos Bodhisattvas é, não somente buscar sua a própria iluminação, mas, permitir que todos os seres do mundo real atinjam o estado do Buda. O Sutra revela que os bodhisattvas que executarão essa missão são os “Bodhisattvas da Terra”.
Notas:
- Três mil mundos num único momento da vida . Um sistema filosófico estabelecido por Tient’ai. Os três mil mundos indicam a variedade dos aspectos e fases que assumem a vida em cada momento. A cada momento, a vida manifesta um dos dez estados de vida. Cada um dos dez estados de vida contém potencialmente dentro dele todos os outros nove. Possessão mútua significa que o estado de vida do indivíduo pode mudar, e que todos os seres dos outros nove mundos possuem o potencial para o estado de Buda. Isso totaliza cem mundos. Cada um desses cem mundos possui os dez fatores e operam dentro de cada três mundos da existência, assim completando três mil mundos.
- Tient’ai, o fundador da escola Tient’ai na China, tornou-se conhecido por suas profundas preleções sobre o Sutra de Lótus. Ele refutou as classificações escriturais formuladas pelas dez maiores escolas Budistas da época, classificando os sutras de Sakyamuni em cinco períodos e oito ensinos, demonstrando a supremacia do Sutra de Lótus. Dentro da Grande Concentração e Discernimento Tient’ai organizou o princípio dos três mil mundos num único momento da vida e a realização da prática da meditação.
- A Cerimônia no Ar: uma das três assembéias descritas no Sutra de Lótus, onde todos foram suspensos num espaço acima do mundo saha. Ela se extende desde o “Surgimento da Torre do Tesouro” no capítulo décimo-primeiro até o capítulo vigésimo-segundo “Transferência”. O ponto central dessa cerimônia, é a revelação da iluminação do Buda original nos tempos remotos e a transferência da essência do Sutra para os Bodhisattvas da Terra.
- Seis atos difíceis e nove atos fáceis: Comparações explicadas no capítulo “Surgimento da Torre do Tesouro” do Sutra de Lótus que ensina às pessoas acerca da dificuldade de abraçar e propagar o Sutra nos Úlltimos Dias da Lei.
- Três poderosos inimigos: Também, os três tipos de inimigos. Três tipos de pessoas que perseguem aqueles que propagam o Sutra de Lótus depois do falecimento do Buda, descrito no capítulo do Sutra, “Devoção Encorajadora”. Eles são: 1) Pessoas ignorantes sobre o Budismo que denunciam os devotos do Sutra de Lótus e os atacam com espadas e bastões; 2) Sacerdotes arrogantes e astutos que caluniam os devotos; 3) Sacerdotes respeitados pelo público em geral, que temendo a perda da fama e do dinheiro, induzem as autoridades seculares a perseguirem os seguidores do Sutra.

