No Registro dos Ensinos Orais, o Buda Nitiren Daishonin explica que os dois mil
homens de Erudição representam todas as pessoas deste mundo, e que somente o
mantra Nam-myoho-rengue-kyo, a “Lei fundamental” pela qual os budas atingem a
iluminação, possibilitam todas as pessoas dos Últimos Dias da Lei a atingirem a
iluminação. Ele ainda afirma que, independentemente do quão sábia e inteligente uma pessoa possa ser, não conseguirá construir uma felicidade indestrutível se não basear a vida na Lei Mística.
Ananda é um exemplo de prática budista. O significado de seu nome é “alegria”, e ele foi um dos dez principais discípulos de Sakyamuni. Era primo do Buda e filho do Rei Kokubon, tio de Sakyamuni. Diz-se que ele nasceu no mesmo dia em que Sakyamuni atingiu a iluminação sob a árvore Bodhi. O rei Kokubon enviou um mensageiro ao Rei Jobon, pai de Sakyamuni, informando-lhe do nascimento de seu filho. O Rei Jobon ficou tão feliz que chamou-o de Ananda (alegria).
Como seu nome indica, por toda sua vida Ananda serviu alegremente ao Buda e
devotou-se à prática budista. Do ponto de vida simbólico, Nitiren Daishonin declara que Ananda representa as pessoas que alegremente praticam o Nam-myoho-renguekyo. Ananda, portanto, significa alegria da fé.
Esse capítulo também ensina que mesmo os indivíduos mais ignorantes podem atingir
o estado de Buda se abraçarem o Gohonzon e conclui o ensino da substituição dos três veículos pelo veículo único de Sakyamuni. Os capítulos subseqüentes tratam da prática e propagação do sutra após o falecimento do Buda e sua transmissão para as eras futuras.
BUDISMO DE NITIREN DAISHONIN, FILOSOFIA HUMANÍSTICA E TEMAS AFINS.
O presidente Ikeda observa: "É absolutamente impossível que alguém com uma conduta séria e sincera na fé não consiga ser feliz e prosperar ou que seu ambiente não consiga ser revitalizado. Este é o princípio universal do budismo. O coração é o que transforma tudo. Esta é a natureza prodigiosa da vida. É uma verdade irrefutável". Nam-myoho-rengue-kyo Nam-myoho-rengue-kyo Nam-myoho-rengue-kyo....
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31 de outubro de 2009
24 de agosto de 2009
"Louvar cada pessoa como se louva o Buda"

"Louvar cada pessoa como se louva o Buda" (Tonnyu Kyo Butsu) é o princípio
do exercício humano como bodhisattva. É a essência da prática do Budismo, de
respeitar e considerar cada pessoa como seres potencialmente de valor
humano, ou seja, "jamais desprezar".
"A luta contra o poder e a arrogância" é o título de parte de "Um diálogo
sobre a religião no século XXI", publicada no Brasil Seikyo nº 1535 de 11 de
dezembro de 1999. Vamos reles algumas partes do diálogo:
Endo: Pela razão de essa passagem ser composta por vinte e quatro caracteres
chineses, o Sutra de Lótus que o Bodhisattva Jamais Desprezar propagou é
denominado como "Sutra de Lótus de vinte e quatro caracteres". Em termos do
conceito das exposições essenciais, abreviadas e compreensivas do sutra, a
passagem de vinte e quatro caracteres representa o Sutra de Lótus abreviado.
No Ongui Kuden (Registro dos Ensinos Orais) consta: "Esses vinte e quatro
caracteres chineses que formam essa passagem são equivalentes aos cinco
caracteres do Myoho-rengue-kyo. Embora as palavras sejam diferentes, o
significado é o mesmo. Esses vinte e quatro caracteres representam o Sutra
de Lótus em miniatura. (Gosho Zenshu, pág. 764.)
Pres. Ikeda: O quê exatamente o Sutra de Lótus expõe? O sutra está
condensado nesta passagem de vinte e quatro caracteres: "Eu o respeito
profundamente. Jamais o desprezaria nem o trataria com arrogância, pois uma
vez que está conduzindo a prática de bodhisattva, o senhor infalivelmente
tornar-se-á um buda." Todos os seres vivos possuem a natureza de buda, o
estado de Buda. É esse estado de Buda que o Bodhisattva Jamais Desprezar
reverencia.
O Sutra de Lótus de vinte e quatro caracteres não afirma abertamente que
todas as pessoas possuem a natureza de buda. Mas, com certeza, é isso que
está afirmando nessas palavras. Essa é a mais nobre filosofia da dignidade
da vida.
Enquanto há inumeráveis religiões que pregam a "igualdade", elas
freqüentemente querem dizer que os seres humanos são iguais na capacidade de
pecar. Porém, o Sutra de Lótus ensina que todas as pessoas são os nobres
filhos do Buda; que todos são igualmente entidades do estado de Buda. Essa
diferença é de fundamental importância.
Suda: Ainda que uma pessoa seja adepta de uma filosofia distinta e não
perceba o estado de Buda em sua própria vida, isso não altera em nada o fato
de que sua vida é uma entidade do estado de Buda. É exatamente isso que o
Bodhisattva Jamais Desprezar afirma em sua declaração. Portanto, o Sutra de
Lótus absolutamente jamais perdoa a violência.
Saito: O conflito religioso acompanhado da violência seria totalmente
contraditório ao espírito do sutra.
Pres. Ikeda: O Bodhisattva Jamais Desprezar e o Sutra de Lótus opõem-se
diretamente a todas as formas de violência. O Sutra de Lótus nos ensina a
lutar em um plano espiritual, não por meio da violência.
Saito: Exatamente. E ainda que agisse de modo totalmente pacífico, o
Bodhisattva Jamais Desprezar é constantemente insultado e atacado tanto
verbal como fisicamente.
Endo: Ele é atacado com varas, bastões e pedras, e é caluniado e insultado.
Ao ver os quatro tipos de pessoas de longe, o Bodhisattva Jamais Desprezar
aproxima-se delas, curva-se em reverência e recita a passagem de vinte e
quatro caracteres.
Suda: Ainda hoje, é uma prática comum na Índia as pessoas cumprimentarem
umas às outras juntando as palmas das mãos e dizendo Namaste em sinal de
reverência. Imagino o Bodhisattva Jamais Desprezar fazendo um gesto
semelhante.
Endo: No entanto, os indivíduos arrogantes, longe de demonstrar algum
respeito, apenas ficavam enraivecidos e repreendiam-no: "Esse monge
ignorante - de onde ele pensa que vem, declarando presunçosamente que não
nos despreza e predizendo que atingiremos o estado de Buda? Não temos tempo
a perder com essas predições irresponsáveis e enganadoras!" (LS20, 267.)
Essas pessoas o repreendiam constantemente, declarando: "Você não é nenhum
buda. Que presunção dizer que nos tornaremos budas. Você é um ignorante que
não sabe onde é o seu lugar."
Pres. Ikeda: Conforme o sutra indica quando diz "Os monges de extrema
arrogância agiram com grande autoridade e poder" (LS20, 266), esses
indivíduos exerciam considerável poder e influência. Isso provavelmente fez
com que todos eles se tornassem ainda mais arrogantes.
Enquanto as pessoas confiarem em algum tipo de força - seja ela autoridade,
poder, riqueza material, força física, posição, organização, fama, talento
ou conhecimento - sofrerão por serem humildes. Normalmente, as pessoas só
ouvem os outros quando perdem tudo o que possuem. Essa é uma trágica falha
humana.
A maioria é arruinada por sua arrogância. Antes que isso aconteça, devemos
questionar a nós mesmos que tipo de ser humano seríamos se fôssemos
destituídos de todos os adornos físicos e externos.
Saito: Mesmo quando as pessoas arrogantes ridicularizavam-no, o Bodhisattva
Jamais Desprezar permanecia inabalável. Por mais que fosse insultado, ele se
mantinha sempre sereno e simplesmente repetia: "O senhor infalivelmente se
tornará um buda."
Pres. Ikeda: Essa é a prática da tolerância. O Buda é considerado como
"Aquele que Tolera". Tudo depende da nossa coragem de enfrentar as
adversidades que são uma parte inevitável da vida e da prática budista.
Endo: O Bodhisattva Jamais Desprezar sofreu esses insultos e ataques por
vários anos. Mas ser insultado e ridicularizado não o deteve. Ele também era
atacado com varas, bastões e pedras. Quando isso acontecia, ele recuava a
uma distância segura e repetia em voz alta a passagem dos vinte e quatro
caracteres.
Saito: Isso revela agilidade e força de caráter.
Suda: Afinal, não precisamos nos submeter à violência. Não podemos
permanecer parados sem fazer nada. Enquanto esquivava-se dos ataques, ele
continuamente pregava o ensino sem nunca se deixar intimidar. Ele é um
destemido praticante.
Saito: E firmemente conduz uma luta pacífica.
Pres. Ikeda: Certa vez, o presidente Toda declarou: "Nós próprios somos o
Nam-myoho-rengue-kyo. Portanto, mesmo que sejamos caluniados ou atacados,
uma vez que determinamos recitar o Daimoku, e enquanto estivermos vivos,
devemos continuar a recitá-lo, sejam quais forem as circunstâncias, e a nos
esforçar em prol do Kossen-rufu, mesmo que tenhamos de sobreviver apenas com
água e raízes. Esse é o significado da fé."
Com relação à propagação, ele afirmou:
"Não há nenhuma arte ou técnica para realizar o Chakubuku. Não há outra
maneira de propagar os ensinos de Nitiren Daishonin senão com a sólida
convicção de que vocês próprios são o Nam-myoho-rengue-kyo. Estar consciente
disso significa estar consciente da essência da propagação nos Últimos Dias
da Lei. Esse é o único caminho.
"Não existem regras para propagar o Nam-myoho-rengue-kyo ou para
compartilhá-lo com as outras pessoas. Nossa própria vida é o
Nam-myoho-rengue-kyo! O Nam-myoho-rengue-kyo é tudo! Devemos estar
firmemente determinados de que o Nam-myoho-rengue-kyo é tudo que temos e, se
isso ainda não bastar, então, mesmo se morrermos ou se nos matarem, não
haverá mais nada a fazer. Quando estivermos firmemente convictos disso,
devemos continuar a falar sobre o Gohonzon para as outras pessoas."
Essa também é a atitude do Bodhisattva Jamais Desprezar. Mesmo quando é
caluniado ou atacado, ele continua a plantar a semente do Sutra de Lótus de
vinte e quatro caracteres. Continua enfrentando tudo, determinando que é
dessa maneira que conduzirá sua vida independentemente da reação dos outros.
Então, tendo conduzido tal existência, como será seu fim?
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