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29 de outubro de 2009

cont 14 - Sexto capítulo do Sutra de Lótus — Juki

BRASIL SEIKYO, EDIÇÃO Nº 1940, PÁG. A8, 24 DE MAIO DE 2008.

No sexto capítulo do Sutra de Lótus, Juki ou Concessão da Profecia, Sakyamuni confere profecias de iluminação aos grandes discípulos ouvintes: Kashyapa, Subhuti, Katyayana, e Maugalyayana.

O caractere chinês para “profecia” (ki, em japonês) é um verbo que significava
originalmente “distinguir claramente e dar uma expressão coerente a algo”. O termo
“concessão da profecia” (juki) que aparece na tradução chinesa do Sutra de Lótus foi cunhada por Kumarajiva quando ele traduziu o sutra para a língua indiana. Nas
traduções anteriores foi usada a combinação dos caracteres chineses significando
“expressão de distinção” (kibetsu) ou “concessão da profecia” (juketsu). Aqui,
“distinção” significa “distinguir claramente”; e “decisão” significa “julgar
decisivamente”.

Acredita-se que “concessão da profecia” derive originariamente da palavra sânscrita Vyakarana, cujo significado inclui “distinção”, “análise” e “desenvolvimento”. Nos textos budistas é usada no sentido de uma clara resposta à questão. Originariamente, “concessão da profecia” significa dar uma clara resposta, dessa forma, resolvendo as dúvidas no coração das pessoas.
O Buda concede profecias às pessoas a fim de fazer com que elas “compreendam
claramente” e dêem-lhe a consciência e a confiança para que possam atingir o estado de Buda.

Kashyapa é o primeiro a receber a predição da iluminação. Sakyamuni profetiza que
ele atingirá a iluminação no futuro, se chamará Luz Brilhante e habitará a terra Virtude da Luz, numa época (kalpa) chamada Grande Adorno.

No sânscrito, Luz Brilhante tem o mesmo sentido de “glória brilhante”. O nome da
terra, Virtude da Luz, significa “mundo da honra” ou “mundo cheio de glória”. E
Grande Adorno, o nome do Kalpa, significa “uma imagem de brilho grandioso”.
Kashyapa, o primeiro na prática ascética, era de uma família de prestígio, mas na
verdade havia iniciado a vida de mendicante religioso antes de Sakyamuni, e por muito tempo levou uma vida itinerante em busca da verdade. Posteriormente, ele encontrou Sakyamuni, e dizem que ele decidiu tornar-se seu discípulo desde a primeira vez em que o viu. Sakyamuni via em Kashyapa, que havia se devotado à mais sincera e árdua das práticas, uma pessoa que brilhava radiantemente.

Observando a cena, Maudgalyayana e outros imploraram a Sakyamuni que também
lhes concedesse profecias. Eles contam a parábola da grande festa do rei e explicam que ao pedir ao Buda para conceder-lhes uma profecia sobre iluminação, eles se sentem como se fossem pessoas de uma terra de fome que repentinamente
encontraram a festa de um grande rei, ou seja, a mais peculiar e exótica cozinha.

As pessoas nessa situação quase ficariam fora de si pelo desejo de comer. Mas, ao mesmo tempo, estariam tão receosas e temerosas que nem ousariam tocar na comida até que o rei lhes desse permissão. Da mesma forma, embora esses discípulos tivessem ouvido e aceitado o ensino do veículo único do Buda que possibilita que até mesmo os ouvintes atinjam o estado de Buda, eles podiam não se sentir seguros a menos que o Buda fizesse uma clara predição de iluminação para eles também.
Sakyamuni, então, confere profecias a Subhuti, Katyayana e Maudgalyayana, nessa
ordem.

Na profecia concedida a Subhuti, “jóia” torna-se a palavra-chave. Nascido como uma
Jóia, o nome da terra, literalmente significa algo que dá à luz ou que produz jóias. E o nome do Kalpa, Possuído de Jóias, significa “brilho das jóias”. Rara Forma, o título de Subhuti nessa existência, significa “aquele que tem o aspecto renovado”.

Subhuti era sobrinho de Sudatta, o rico mercador que construiu o famoso Monastério
Jetavana como um oferecimento para Sakyamuni. Mesmo após ter deixado a vida
secular, Subhuti continuou a fazer constantes oferecimentos do que pudesse dar, e ele tornou-se o primeiro em tranqüilidade interior e o mais digno de receber
oferecimentos.

Na profecia concedida a Katyayana, não é feita nenhuma menção ao kalpa ou à terra;
somente o seu título, Luz de Ouro Jambunada, é revelado. Esse nome significa “brilho das partículas de ouro do Rio Jambunada”. O Jambunada é um rio que corre por um lugar idílico que fica ao norte do Himalaia chamado Floresta Jambunada.

Acredita-se que as partículas de ouro extraídas do rio brilhavam com uma beleza excepcional. Provavelmente, esse nome indica a característica do Buda, que brilha como o ouro com benevolência e sabedoria.

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