Example Example Example Example Example Example Example O presidente Ikeda observa: "É absolutamente impossível que alguém com uma conduta séria e sincera na fé não consiga ser feliz e prosperar ou que seu ambiente não consiga ser revitalizado. Este é o princípio universal do budismo. O coração é o que transforma tudo. Esta é a natureza prodigiosa da vida. É uma verdade irrefutável". Nam-myoho-rengue-kyo Nam-myoho-rengue-kyo Nam-myoho-rengue-kyo....


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28 de agosto de 2008

Zuiho bini - adaptar os preceitos à localidade

O budismo ensina o princípio de zuiho bini, que significa adaptar os preceitos à localidade, ou seja, nas questões as quais o Buda não permitiu ou proibiu expressamente, pode-se agir de acordo com o costume local, desde que o espírito fundamental do budismo não seja violado.
A importância desse princípio é atestada na própria história da propagação do budismo.

Muitos anos após a morte de Sakyamuni, a Ordem Budista dividiu-se em várias escolas pertencentes a duas principais correntes: a Mahayana e a Hinayana (algumas vezes a palavra hinayana é usada para referir-se ao Budismo Theravada). A primeira era composta por monges progressistas e a segunda, por monges conservadores.

A corrente Mahayana partiu da Índia e percorreu o norte da Ásia, chegando à China, Coréia e Japão. Por onde passou, incorporou a cultura e os costumes locais, evoluindo com o tempo e tornando-se acessível às pessoas.

O budismo Hinayana expandiu-se para o Ceilão (atual Sri Lanka) e então para os países do sudeste da Ásia e manteve as práticas budistas primitivas como austeridades e meditações. Com o tempo, as escolas seguidoras dessa corrente perderam a força e muitas delas desapareceram.

O Budismo de Nitiren Daishonin derivou da corrente Mahayana. Dentre os vários ensinos mahayana, o Sutra de Lótus, a essência desse budismo, era o mais profundo, capaz de direcionar as pessoas ao caminho da felicidade na era conturbada dos Últimos Dias da Lei pelo fato de ser universal e fundamentado na realidade.

A propagação do budismo em escala mundial, a partir de 1960, também deveu-se à aplicação do princípio de zuiho bini.

Daisaku Ikeda, na época terceiro presidente da Soka Gakkai, considerou esse importante princípio para assegurar o sucesso da propagação da filosofia budista em países ocidentais, no caso os Estados Unidos, o Canadá e o Brasil.

No capítulo "Alvorecer", da Nova Revolução Humana, Shin-iti Yamamoto (pseudônimo de Daisaku Ikeda na obra) narra sobre esse princípio: "Precisamos pensar também na questão de realizar o Gongyo sentado na cadeira. Para quem não está acostumado a ficar de joelhos, com certeza é um sofrimento terrível que pode ser até uma tortura. Desse jeito, mesmo recitando o Gongyo, não é possível sentir alegria. Por isso, o budismo ensina o princípio de zuiho bini. Isto quer dizer que, desde que se mantenha fiel ao princípio do Budismo de Daishonin que é a fé no Gohonzon, a forma como propagá-lo e ensiná-lo pode ser adaptada aos costumes e hábitos de cada localidade e de acordo com as características e tendências da época. (...)

"O meu maior receio é que os dirigentes caiam na infelicidade de aplicar o mesmo método de atuação no Japão em todo o mundo, considerando-o como o único e absoluto meio. Isso seria como importar para todas as pessoas do mundo os modos típicos do Japão. Se pensar que essa é a maneira correta de fazer a prática da fé, o budismo será visto como um ensino estreito e limitado. Dessa maneira, em vez de budismo, será chamado de `religião japonesa´. O Budismo de Nitiren Daishonin não é um ensino apenas para os japoneses, é uma religião para toda a humanidade."1

A nova forma de realização do Gongyo adotada pelos membros da SGI e a liberdade com que cada organização nos 183 países e territórios desenvolve suas atividades também são exemplos da aplicação do princípio de zuiho bini.

No mundo inteiro, o movimento pela paz, cultura e educação floresce e se propaga, mantendo como base os ensinamentos de Nitiren Daishonin, ou seja, o mais profundo respeito pelo ser humano.

Nota:
1. Nova Revolução Humana, Editora Brasil Seikyo, vol. 1, págs. 24-25.
Fonte:
Fonte: TERCEIRA CIVILIZAÇÃO, EDIÇÃO Nº 413, PÁG. 5, JANEIRO DE 2003.

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