Example Example Example Example Example Example Example O presidente Ikeda observa: "É absolutamente impossível que alguém com uma conduta séria e sincera na fé não consiga ser feliz e prosperar ou que seu ambiente não consiga ser revitalizado. Este é o princípio universal do budismo. O coração é o que transforma tudo. Esta é a natureza prodigiosa da vida. É uma verdade irrefutável". Nam-myoho-rengue-kyo Nam-myoho-rengue-kyo Nam-myoho-rengue-kyo....


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28 de agosto de 2008

A essência dos direitos humanos

Pres. Ikeda: Eu me encontrei e dialoguei com defensores dos direitos humanos do mundo todo: Linus Pauling, dos Estados Unidos; Austregésilo de Athayde, do Brasil; Adolfo Pérez Esquivel, da Argentina; B.N. Pande, da Índia. Não dá para mencionar todos com quem conversei. Todos eram pessoas bondosas, e todos muito fortes. Eles tinham força para suportar as dificuldades da
perseguição e do aprisionamento, e só ao encontrá-los pode-se sentir uma calorosa receptividade e sensibilidade aos sentimentos dos outros.

Uma dessas pessoas, Rosa Parks, lutou contra a discriminação racial nosEstados Unidos. Ela é também uma dessas pessoas bondosas porém fortes. Mesmo no auge da discriminação contra os afro-americanos, ela se recusava a tomar os elevadores com a inscrição "Negros". Como não queria fazer parte dessa discriminação, ela subia pelas escadas. Ela não gostava de tomar os ônibus em que havia assentos separados e com freqüência caminhava longas
distâncias. Num certo dia quente de verão, ela estava com a garganta seca; mas, em vez de tomar água na fonte designada para os negros, ficou com sede. A Sra. Parks escreveu: "Jamais permiti ser tratada como uma cidadã desegunda classe. Deve-se respeitar a si próprio antes que os outros orespeitem."

É preciso viver com dignidade. O caráter é a base dos direitos humanos. É mais valioso do que o dinheiro. Não se poderá alcançar a verdadeira paz enquanto buscarmos apenas a riqueza material. Devemos fazer do século XXI um século dos direitos humanos. Devemos criar uma sociedade que tenha como objetivo mais do que apenas o lucro em curto prazo. Para isso, o primeiro passo é respeitar a nós próprios e viver com dignidade, autoconfiança e orgulho. Uma pessoa assim poderá respeitar os outros.

Um grande rio começa com uma pequena gota d'água e, a partir desse humilde começo, corre para o oceano. A correnteza para o século dos direitos humanos já começou.

Kimura: Como podemos nos tornar o tipo de pessoa da qual o senhor está falando?

Pres. Ikeda: Podem começar lendo bons livros. Vocês poderão encontrar muitas questões sobre direitos humanos exploradas nas páginas dessas obras. Poderão também aprender a reconhecer qualidades positivas nos outros. Um dos primeiros passos para conquistar os direitos humanos é estimar e abraçar a individualidade das pessoas. É importante também desenvolver uma sólida
perspectiva em relação às pessoas, compreendendo que, apesar de os outros serem diferentes de nós, todos somos membros da mesma família humana.

Um cientista declarou que nossa capacidade de diferenciar opera num nível muito superficial do cérebro, enquanto a capacidade de descobrir igualdades envolve um processo de informação altamente sofisticado num nível mais profundo do cérebro.

Aqueles que se dão bem com todos os tipos de pessoas considerando-as como iguais, como companheiros humanos, manifestam a verdadeira excelência de caráter. São pessoas de verdadeira cultura e caráter.

Quanto mais rico o nosso coração, a nossa humanidade, mais seremos capazes de reconhecer e valorizar a humanidade dos outros. Aqueles que intimidam e subestimam os outros estão reduzindo sua própria humanidade.

Gostaria de citar um poema intitulado "Luz", de Francis William Bourdillon:

Milhares são os olhos da noite,
E o dia tem um só;
Mas o brilho do mundo se apaga,
Com o sol que se põe.
Milhares são os olhos da mente,
E o coração tem um só;
Mas a luz da vida se apaga,
quando o amor se desvanece.

Os direitos humanos são o sol que ilumina o mundo. E o amor da humanidade, a bondade e a consideração também brilham. Tudo isso ilumina nosso mundo. É essa luz que faz com que "a cerejeira, a ameixeira, o pessegueiro e o damasqueiro" floresçam gloriosamente na sociedade, capacitando as pessoas arevelar seu potencial único.

É sua missão fazer com que o sol dos direitos humanos se levante no século XXI. Para isso, vocês devem primeiro fazer com que o sol do amor pela humanidade se levante em seu coração.

Brasil Seikyo nº 1457, de 18 de abril de 1998

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