Example Example Example Example Example Example Example O presidente Ikeda observa: "É absolutamente impossível que alguém com uma conduta séria e sincera na fé não consiga ser feliz e prosperar ou que seu ambiente não consiga ser revitalizado. Este é o princípio universal do budismo. O coração é o que transforma tudo. Esta é a natureza prodigiosa da vida. É uma verdade irrefutável". Nam-myoho-rengue-kyo Nam-myoho-rengue-kyo Nam-myoho-rengue-kyo....


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27 de outubro de 2009

Cont 10 - Quarto capítulo do Sutra de Lótus —Shingue

BRASIL SEIKYO, EDIÇÃO Nº 1934, PÁG. A8, 05 DE ABRIL DE 2008.

O notável estudioso dos sutras Kumarajiva (344-413) chamou de ‘‘Fé e Compreensão’’
(shingue, em japonês), o título do quarto capítulo do Sutra de Lótus, ao espírito inato de procurar continuamente pelo auto-aprimoramento. O capítulo inicia-se com os
homens de Erudição (ouvintes) rejubilando-se com o ensino de Sakyamuni segundo o
qual as pessoas dos dois veículos (da Erudição e da Absorção) atingirão o estado de
Buda. Eles são: Subhuti, o melhor na compreensão da vacuidade; Mahakatyayana, o
melhor em debates; Mahakashyapa, o melhor na prática para eliminar os desejos; e
Mahamaudgalyayana, o melhor em forças sobrenaturais. O termo sânscrito para “fé e
compreensão” é adhimukti, que literalmente significa inclinação ou intenção, ou seja, dirigir a mente da pessoa para algo. Pensa-se que mukti esteja relacionado à palavra sânscrita para liberação, moksha.

Neste capítulo, os quatro grandes ouvintes, os homens de erudição, que ouviram a
parábola das três carroças e da casa em chamas ficam contentes com sua descoberta
de que o mundo do estado de Buda existe na própria vida, dizendo: “Esta coroa de
jóias insuperáveis veio a nós sem ser requisitada”. (LS 4, 87.) A “coroa de jóias
insuperáveis” pode ser interpretada como indicando o ensino do Sutra de Lótus, o
estado de Buda, ou a própria vida, que contém o estado de Buda. Eles compreendem
que a intenção do Buda é substituir os dois veículos (de Erudição e Absorção) pelo
veículo supremo (do estado de Buda). Eles demonstram sua compreensão contando a
segunda das sete parábolas do Sutra de Lótus, “O homem rico e seu filho”.
A parábola conta a história de um garoto que foge de casa e se torna um andarilho que percorre o mundo vivendo em extrema pobreza. Enquanto isso, seu pai enriquece e se torna um cidadão muito respeitado em seu país. Cerca de cinqüenta anos depois, o
filho retorna ao país e, sem saber, pára diante da magnífica mansão do pai, que o
reconhece imediatamente. Ansioso por reencontrar o filho, o pai pede aos criados que
o tragam à sua presença. Porém, o filho não o reconhece e fica amedrontado diante de
tanta riqueza. Percebendo isso, o pai elabora um plano. Ele envia dois servos
pobremente vestidos ao filho para oferecer-lhe um emprego de limpar os lavatórios da
casa pagando-lhe o dobro do usual. O filho aceita e trabalha arduamente. Depois de
um tempo, o pai, vestido humildemente, aproxima-se do filho e trava conhecimento
com ele. Gradualmente, um laço de compreensão e confiança cresce entre eles, e o
filho passa a transitar livremente pela mansão do pai, embora ele continue a viver
numa cabana humilde na periferia.

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