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27 de julho de 2009

Wim Hof: resistência sobre-humana ao frio - Iceman, homem do gelo.




As reações do nosso corpo ao frio extremo são rápidas e potencialmente fatais. As partes mais expostas, como os dedos e a ponta do nariz, podem necrosar e obrigar à amputação. O ambiente gelado acelera o metabolismo, instala a confusão mental, atrai a sonolência, leva ao coma e paralisa o coração, tudo em questão de minutos. Nada disso acontece, porém, com o alpinista holandês Wim Hof, de 49 anos.

Ele é um caso raríssimo de resistência humana às mais baixas temperaturas. Para Hof, vencer o frio extremo - seja nadando sob o gelo, escalando montanhas descalço ou correndo meia maratona no Ártico quase desnudo - é mais que uma habilidade inata. É sua própria razão de viver. "O primeiro impacto pode ser paralisante, mas depois você busca um foco e segue em frente", afirma o holandês. Hof, ou "Iceman" ("Homem de Gelo"), credita essa sua intrigante aptidão à força da mente.

Adepto de um tipo de meditação originária da ioga, chamada tummo, ele é capaz de manter a temperatura corporal elevada mesmo mergulhado em gelo. Os fisiologistas que estudam seu caso preferem não dar todo esse poder à mente. Mas não conseguem apresentar outra explicação para o fenômeno Hof. Desde o ano passado, Hof vem realizando uma série de feitos extraordinários que, mais dia menos dia, acabarão no Guinness - O Livro dos Recordes. Um deles, nadar sob a crosta gelada de um lago só de calção, submetido a uma temperatura média de 6 graus negativos, já foi reconhecido (o registro oficial informa que ele nadou 57,5 metros em 1min1s). Os demais aguardam confirmação para entrar nas próximas edições do livro. Como a meia maratona (21,1 quilômetros) que ele correu descalço sob um frio de até 30 graus negativos na região da Lapônia, na Finlândia, façanha mostrada num documentário do Discovery Channel chamado Os Super-humanos, já exibido no Brasil.

Ou a escalada até o patamar de 7400 metros no Everest, usando apenas calção e sandálias, que ele nem alardeou muito porque esperava chegar ao topo (promete repetir a tentativa em breve). Ou seu recorde mais recente, conseguido em janeiro deste ano, em Nova York: passar uma hora e 12 minutos dentro de um tanque cheio de gelo, usando apenas uma sunga (três minutos mais que o recordista anterior, o brasileiro Gilberto da Silva Cruz). Saiu como quem desfilava na praia de um suplício que mataria qualquer pessoa em cerca de dez minutos.

Para atingir suas metas, Hof diz que é preciso estar sempre alerta à sensação de dor, para não ultrapassar seus próprios (e largos) limites e acabar perdendo o controle. "Aprendi a não me livrar da dor, mas a superá-la", diz. Hof explica que cada novo desafio é encarado aos poucos. "Na escalada ou na apnéia, você começa com um limite baixo e vai esticando-o. É assim também que consigo meus recordes." Sua primeira experiência com o gelo aconteceu aos 17 anos: ele olhou para um monte de neve durante um passeio no parque e decidiu que iria se enfiar no meio do gelo. Tirou as roupas e foi. Sentiu-se tão bem que decidiu continuar a desafiar o frio cotidianamente, e cada vez mais. "Conheço meu corpo, conheço minha mente, sei o que posso fazer."

O segredo na mente

Vários estudos já foram feitos com Wim Hof, antes, durante e depois de suas estripulias. "Ele não tem nenhuma das reações ao frio dos seres humanos normais", atestou um deles. "Hof consegue manter a temperatura do corpo nos 35 graus Celsius mesmo depois de ficar mergulhado no gelo", relata outro. "Ao sustentar o ritmo acelerado do coração, ele consegue manter o calor e evita o congelamento do corpo." Um terceiro estudo sugere que Wim Hof tem algum tipo de alteração genética que o permite atingir um estado de autocontrole muito acima da capacidade dos seres humanos "normais".

A resistência super-humana de Wim Hof ao frio é a maior que se conhece, mas não a única a confundir os médicos. A nadadora norte-americana Lynne Cox, de 51 anos, também tem sua cota de recordes. Sua especialidade é nadar grandes distâncias em águas geladas, sem o uso de roupas especiais. Cox já deu suas braçadas por 1,6 quilômetro entre icebergs na Antártica (em águas a 5 graus Celsius) e cruzou os 3 quilômetros do Estreito de Bering, entre o Alasca e a Rússia, a 4 graus Celsius.

Começou a nadar longas distâncias ainda jovem - bateu por dois anos seguidos o recorde de travessia do Canal da Mancha (33 quilômetros), chegando a 9h36m, ainda na adolescência. Assim como o holandês Hof, a norte-americana Cox crê nos poderes de sua mente. Antes de partir para um desafio, ela se concentra, imagina-se entrando na água, nadando e tudo o mais - ou seja, tenta reproduzir segundo a segundo o que virá pela frente, para "programar" seu corpo para a tarefa.

Sobre a experiência, Cox escreveu Swimming to Antartica e mantém relatos em seu site, www.lynnecox.org. Já Wim Hof capitaliza seus poderes por meio de cursos em que fala do poder da mente, descritos em seu site, www.innerfire.nl/en. Segundo ele, todo mundo pode atingir um nível de comando mental capaz de desafiar recordes. Em tempo: Wim Hof garante também ter habilidades para lidar com o calor extremo. Sua técnica para não desidratar vai contra qualquer fundamento da medicina: ele passa todo o tempo em que estiver submetido a altas temperaturas sem ingerir uma gota d'água. Ao término, bebe 2 litros de líquidos. "Faço como os camelos. É uma habilidade natural do homem, basta treiná-la."

Recodes de Wim Hof

- Nadou 57,5 metros num lago congelado usando apenas calção
- Correu 21,1 km (descalço e de calção) sob um frio de 30 graus negativos
- Subiu 7400 metros no Everest usando calção e sandálias
- Durante 25 segundos, ficou suspenso a 1500 metros de altura por dois balões de ar presos apenas em um de seus dedos

Fonte: http://www.extremos.com.br/Revista/Terra/197/



Video legendadohttp://oblog.virgula.uol.com.br/mynameis/?p=291



Um comentário:

Wil disse...

sonialotus,

Passando pra agradecer o link.

Abraços

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