Example Example Example Example Example Example Example O presidente Ikeda observa: "É absolutamente impossível que alguém com uma conduta séria e sincera na fé não consiga ser feliz e prosperar ou que seu ambiente não consiga ser revitalizado. Este é o princípio universal do budismo. O coração é o que transforma tudo. Esta é a natureza prodigiosa da vida. É uma verdade irrefutável". Nam-myoho-rengue-kyo Nam-myoho-rengue-kyo Nam-myoho-rengue-kyo....


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7 de agosto de 2008

Escuridão fundamental: faça a diferença

Recebi por email da amiga Yara, de SP

28 DE JULHO DE 2001 — EDIÇÃO Nº 1613

O presidente Ikeda disse certa ocasião que o crescimento de uma pessoa está relacionado com o fato de realizar tudo com o máximo de sua habilidade. O “máximo de habilidade” significa realizar da melhor forma possível o que é de nossa responsabilidade, o que nos comprometemos a fazer.

O insucesso está, em muitos casos, ligado diretamente à negligência. Podemos, aqui, fazer uma analogia com o dito popular: “limpar a casa e jogar a sujeira debaixo do tapete.” Para as demais pessoas, a casa está limpa, mas a sujeira está lá. Com o tempo começará a exalar um odor fétido. No entanto, a pessoa que “limpou” sabe que a sujeira continua embaixo do tapete. Então, a quem ela está enganando?

Praticar o Budismo de Nitiren Daishonin significa “realizar tudo com o máximo de sua habilidade”, da forma mais perfeita possível. Não para os outros, mas para nós mesmos. Para que nossa vida, em certo momento, não exale um odor desagradável. Se isso ocorrer, a derrota e o sofrimento serão inevitáveis. Isso porque praticamos o budismo da verdadeira causa. Tudo que realizamos está gravado em nossa vida, lá na oitava consciência. Mais cedo ou mais tarde, tudo se manifestará. Quem negligencia esse ponto, não acredita verdadeiramente no Budismo de Nitiren Daishonin.

Numa escritura, consta: “O sábio disse: ‘O coração humano é como a água, que assume a forma de qualquer recipiente que ocupe, e a natureza dos seres é igual ao reflexo da Lua oscilando sobre as ondas.’ Agora o senhor insiste que será firme nesta fé, mas um outro dia, com certeza, vacilará. Mesmo que demônios e espíritos malignos venham a tentá-lo, não deve deixar-se distrair. O Demônio do Sexto Céu odeia a Lei do Buda, e os não-budistas detestam a estrada dos ensinos do Buda. Contudo, o senhor deve ser como a montanha dourada que resplandece ainda mais quando arranhada pelo javali selvagem, como o mar que abarca todos os vários cursos d’água, como o fogo que arde e eleva-se cada vez mais quando a lenha é acrescentada, ou como o inseto gura que se torna cada vez maior quando o vento sopra. Se seguir esses exemplos, como então o resultado poderá deixar de ser bom?” (As Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. 5, pág. 104.)

O segundo presidente Jossei Toda dizia que a Soka Gakkai era mais importante que sua própria vida. Esse também é o sentimento de nosso mestre, o presidente Ikeda. Um verdadeiro discípulo é aquele que compreende o coração do mestre e procura seguir seus passos. O presidente Ikeda nunca negligenciou seus afazeres e tampouco transferiu para outros o que era de sua responsabilidade. Pelo contrário, ele assumiu sozinho a responsabilidade pelo desenvolvimento da Soka Gakkai e pela felicidade dos membros e da humanidade. Isso não ocorreu quando ele já era líder da organização, mas desde que se converteu ao Budismo de Nitiren Daishonin. Por ter se comprometido com a causa do Kossen-rufu, hoje praticamos o budismo e a Soka Gakkai existe em 165 países e territórios.

Fazer vista grossa às ações negativas ou empurrar os problemas com a barriga somente para fazer a política da boa-vizinhança não ajuda em nada, muito menos cria valor ou impulsiona o desenvolvimento. Pelo contrário, nessa ação inicia-se o processo de decadência.

Quando fundou a organização, o presidente Makiguti manifestou: “Se não tivesse me convertido à fé no Sutra de Lótus, então, assim como qualquer pessoa honesta e de bem do meu círculo de amigos e conhecidos, eu teria me empenhado o máximo possível para não contrariar os que estão ao meu redor. Fingiria não ver as injustiças que aparecessem à minha frente, seria cauteloso ao expressar o que quisesse dizer, e em geral seguiria o princípio de que seria desvantajoso perder a amizade e aceitação dos outros... No entanto, no final, o que seria de nosso país, de nossa sociedade, se todos aderíssemos a esse princípio aparentemente sábio?” (BSGI — Por uma Sociedade de Paz, pág. 12.)

Atentemos ao ponto que diz “se não tivesse me convertido à fé no Sutra de Lótus” — nós também nos convertemos à fé no Sutra de Lótus, mas será que mudamos de postura? Ou aderimos ao “princípio aparentemente sábio”?

Na série “A Sabedoria do Sutra de Lótus”, o presidente Ikeda dedicou uma extensa parte à questão da “escuridão fundamental”: “O Demônio do Sexto Céu pode ser considerado como a tendência de buscar usar tudo e todos como um meio. Num certo sentido, esta é uma tendência natural que todos os seres possuem. Em contraste, buscar apoiar ativamente as outras pessoas e melhorar nosso ambiente é extremamente difícil. A benevolência, o amor pela humanidade, a disposição de servir aos outros — estas são qualidades maravilhosas; mas manifestá-las em nossas ações é dificílimo... Devido a essa ignorância a respeito da verdadeira natureza da vida, as pessoas tentam fazer com que tudo e todos no universo sirvam-nas, tentam transformá-los em meios. Essa é a função do Demônio do Sexto Céu, da natureza maligna do poder.” (Brasil Seikyo, edição no 1.425, 9 de agosto de 1997, pág. 3.)

Nessa explanação, consta também que a escuridão fundamental e a natureza da iluminação são essencialmente uma só. Na prática diária, temos de lutar contra nossa própria escuridão fundamental. Abraçar o Sutra de Lótus significa lutar continuamente contra a escuridão fundamental de nossa vida e também contra a covardia ante a força maligna do poder.

“O que passa em minha mente quando realizo algo? Penso em mim ou nos outros?” Na balança da vida, entre o bem e o mal, esse questionamento dirá qual é minha tendência.

Hoje, buscamos criar uma sociedade melhor com a conversão de dez mil famílias ao Budismo de Nitiren Daishonin. A política de “alguém fará” ou “vocês devem fazer” pode levar a deixarmos de concretizar esse grande objetivo. Assumir essa responsabilidade como autênticos budistas que lutam contra a própria tendência negativa da vida fará a diferença. Para isso, precisamos fazer florir toda a benevolência budista em nossa vida, sentindo o sofrimento do outro como se fosse nosso.

Fazer Chakubuku significa “retirar o sofrimento e dar felicidade”. Não o nosso sofrimento, mas do outro. Não a nossa felicidade, mas a do outro.

Uma análise profunda e sincera de nossas ações diárias, na família, no trabalho, com os amigos etc. tendo como base os pontos expostos acima, fará uma grande diferença na derrota ou vitória total neste ano.

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