BUDISMO DE NITIREN DAISHONIN, FILOSOFIA HUMANÍSTICA E TEMAS AFINS.
O presidente Ikeda observa: "É absolutamente impossível que alguém com uma conduta séria e sincera na fé não consiga ser feliz e prosperar ou que seu ambiente não consiga ser revitalizado. Este é o princípio universal do budismo. O coração é o que transforma tudo. Esta é a natureza prodigiosa da vida. É uma verdade irrefutável". Nam-myoho-rengue-kyo Nam-myoho-rengue-kyo Nam-myoho-rengue-kyo....
2 de novembro de 2008
O mundo visto pelo Buda e o mortal comum.
Daishonin disse também: "Muitas pessoas aceitaram a fé nesse ensino. Mas, como grandes perseguições, tanto oficiais como de outras partes, ocorreram-me repetidas vezes, e apesar [de essas pessoas] terem me seguido por um ou dois anos, todas elas acabaram abandonando a fé ou se voltando contra o Sutra de Lótus. Ou, se não deixaram a prática, fizeram isso no coração. Ou então, se não a abandonaram no coração, abandonaram na prática." (WND, pág. 941.)
E, ainda: "A vida passa num momento. Não importando o quanto sejam medonhos os inimigos que encontrarem, expulsem todos os medos e nunca pensem em recair." (WND, pág. 395.)
Há um trecho que lemos diariamente no Gongyo que diz:
Jin-zu-riki- nyo-ze. O-a-so-gui-ko. Jo-zai-ryo-ju- sen. Gyu-yo-sho-ju- sho. Shu-jo-ken-ko- jin. Dai-ka-sho-sho- ji. Ga-shi-do-an- non. Ten-nin-jo-ju- man. On-rin-sho-do- kaku. Shu-ju-ho-sho- gon. Ho-ju-ta-ke- ka. Shu-jo-sho-yu- raku. Sho-ten-gyaku- ten-ku. Jo-sa-shu-gui- gaku. U-man-da-ra- ke. San-butsu-gyu- dai-shu.
Assim são meus poderes místicos. Por asamkhya de kalpas, sempre estive no Pico da Águia e em muitos outros lugares. Enquanto os seres presenciam o final de um kalpa e tudo é consumido em chamas, esta minha terra permanece segura e tranqüila, sempre cheia de seres humanos e seres celestiais. Vários tipos de gemas adornam seus corredores e pavilhões, jardins e bosques. Árvores preciosas dão flores e frutos em profusão, e os seres vivem felizes e tranqüilos. As divindades fazem repicar os tambores celestiais interpretando, sem cessar, a música mais diversa. Uma chuva de flores de mandara cai, espalhando suas pétalas sobre o Buda e a grande assembléia.
Esse trecho retrata o mundo visto pelo Buda e o mortal comum.
A frase "Por asamkhya de kalpas, sempre estive no Pico da Águia e em muitos outros lugares" significa literalmente que o Buda se encontra no sagrado Pico da Águia durante um período inconcebivelmente longo e que também aparece em diversos mundos das dez direções.
"Enquanto os seres presenciam o final de um kalpa...", descreve dois mundos distintos: "Enquanto os seres presenciam o final de um kalpa e tudo é consumido em chamas" se refere a um mundo de sofrimento que reflete a condição de vida das pessoas, enquanto "Esta minha terra permanece segura e tranqüila", é o mundo visto pelo Buda com seu vasto estado de vida.
Na verdade, o Buda e o mortal comum habitam o mesmo mundo. Contudo, ele se torna diferente pela maneira como ambos o percebem e experimentam.
O Buda Nitiren Daishonin afirma em um de seus escritos: "Os espíritos famintos vêem o Rio Ganges como fogo; e os seres humanos vêem-no como água; e os seres celestiais como amrita. A água em essência é a mesma, mas aparece sob formas distintas conforme a condição cármica de cada pessoa". (MW, vol. 5, pág. 163.)
Conforme o Glossário dos Escritos de Nitiren Daishonin, Amrita, palavra sânscrita, significa: Líquido lendário do tipo da ambrosia. Freqüentemente traduzido como orvalho doce. Na Índia antiga, era considerada como a bebida adocicada dos deuses. Na China, acreditava-se que esse líquido choveu do céu quando o mundo tornou-se pacífico. Amrita significa imortalidade.
Quando o estado de vida muda, o "mundo" em que se vive também se modifica. Esse é o princípio supremo do "itinen sanzen real", segundo o qual um único momento da vida contém os três mil mundos, tal como expressa o Sutra de Lótus.
A elevada condição de vida de um buda é demonstrada por Nitiren Daishonin e os fundadores da Soka Gakkai, Tsunessaburo Makiguti e Jossei Toda.
Makiguti escreveu numa carta: "Dependendo de como concebermos os fatos, podemos experimentar alegria mesmo no inferno".
Jossei Toda explicava que mesmo sendo pobre, cada um pode ter uma vida esplêndida de verdade e sentir que `vários tipos de gemas adornam seus corredores e pavilhões, jardins e bosques´.
Uma flor pode mudar o ambiente e um pequeno apartamento pode se tornar um palácio para quem vive nele, pois as riquezas que adornam esse palácio são os tesouros do coração.
A frase "esta minha terra permanece segura e tranqüila" descreve esse estado de vida e o local onde o Gohonzon está consagrado. Os lares estarão "seguros e tranqüilos" como resultados da prática budista.
Do ponto de vista do Budismo Nitiren, isso indica que o Gohonzon existe na vida das pessoas em todos os momentos e onde quer que elas estejam. Ele sempre está "junto" e "ao lado" delas, não se afastando por um instante sequer.
A passagem que vai desde "sempre cheia de seres humanos e seres celestiais" até "espalhando suas pétalas sobre o Buda e a grande assembléia" é uma descrição do brilho e da vitalidade do mundo do Buda do Sutra de Lótus.
O presidente Ikeda observa: "É absolutamente impossível que alguém com uma conduta séria e sincera na fé não consiga ser feliz e prosperar ou que seu ambiente não consiga ser revitalizado. Este é o princípio universal do budismo. O coração é o que transforma tudo. Esta é a natureza prodigiosa da vida. É uma verdade irrefutável".
A pessoa que acredita no Gohonzon consegue ativar a energia fundamental de sua "mente", criar esperança e gerar o bem em qualquer situação.
O importante, segundo o presidente Ikeda, é possuir o espírito e a determinação de mudar e melhorar o ambiente, mesmo que essa mudança seja pequena. (Fonte: BS nº 1906 de 8 de setembro de 2007)
2 de outubro de 2008
UMA MUDANÇA NO SUBCONSCIENTE
“Durante sua história moderna, o homem foi levado a crer que a chama da felicidade estava nas reformas exteriores”. A conseqüência dessa ênfase exagerada no exterior foi a negligência - até o esquecimento total das atividades interiores da vida humana, da necessidade de refrear algumas ações mentais e estimular outras. A tarefa mais premente do homem, hoje, é a elevação e a reforma de sua vida espiritual interior. É isso o que eu chamo de revolução humana.
"A consciência é suficiente para a realização dessa revolução? Obviamente, ter consciência da necessidade da mudança é melhor do que não ter consciência. Ao mesmo tempo, restrições de fora e impulsos de dentro criam circunstâncias além do controle da vontade ou da consciência. Como revela a Psicologia profunda, nos níveis mais internos de nossa mente estão as vastas áreas do mundo do subconsciente, do qual, ocasionalmente, emergem impulsos poderosos, fora do controle do julgamento racional. A revolução humana é impossível, a menos que esse mundo subconsciente seja alterado. A religião é o mais importante fator para revolucionar uma vida humana." (Antes que Seja Tarde Demais, Editora Record )
Viver alicerçado no estado de Buda
"Dar uma reviravolta"
Mudança no nível mais fundamental
Mudança a partir do momento presente
Transformação da infelicidade em felicidade
Ser bom exemplo
"Pode ser que alguns de seus familiares não compreendam sua prática da fé, mas não há nenhuma necessidade de ficarem ansiosos com isso. É aí que começa sua revolução humana. Tudo o que têm a fazer é demonstrar com seu próprio exemplo, aos poucos e com convicção, o quanto o budismo é maravilhoso." (BS, edição n° 1.695, 12 de abril de 2003, pág. A3.)
"Tudo se resume na firme decisão de uma única pessoa. O grandioso drama da revolução humana sempre começa com uma única pessoa. Essa é uma verdade que o presidente Toda demonstrou com sua própria vida e o princípio pelo qual Tsunessaburo Makiguti, o presidente fundador da Soka Gakkai, viveu e morreu. É um ato de supremo direito moral. Quando uma pessoa que assume seriamente a responsabilidade por uma causa se ergue para defendê-la é capaz de manifestar a força de duas, três, dez ou até cem pessoas." (BS, edição n° 1.511, 12 de junho de 1999, pág. 3.)
TERCEIRA CNllJZAÇÃO. EDIÇÃO N" 458, PÃo. 56. OUl1JBRO DE 2006.
